
O pilar fundamental do projeto Ímmer é a imersão mútua. Muito se discute sobre a forma como a profissão do designer é vista e ainda pouco valorizada em alguns segmentos. Defendo a ideia de que conhecendo os objetivos e processos básicos do design e da fotografia, é possível se desfazer desse julgamento prévio. Por isso, uso o termo imersão.
É a proposta de trazer o nosso cliente para o processo, demonstrando a ele as causas e consequências definidas no resultado final. Se não nós profissionais, quem o fará por nós? Em contrapartida, sensibilizar esse cliente de que a alimentação adequada com as informações necessárias atribui ao processo além de agilidade, melhores resultados. O conhecimento da área de atuação do outro facilita a compreensão e a valorização do processo.
Claro, já fui questionado por alguns sobre como vou conseguir fazer isso em um cotidiano atropelado pelo tempo contado, e por quanto tempo conseguirei manter a essência desse projeto. A minha resposta? Não comecei esse projeto pensando em um prazo de validade para ele, comecei pensando em atingir seu objetivo; e até aqui, tem dado certo. E é com base nos resultados que obtive, que sigo com o projeto Ímmer, que não se trata de uma empresa, mas de uma forma pessoal - ou heterônima - de atuar nas duas áreas - design e fotografia.
Jarbas Vilas Boas
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